Saindo do forno

domingo, 17 de março de 2013

10 casais da literatura e das artes

Casais memoráveis não são, necessariamente, os mais bonitos, os que mais brilham, os mais elegantes, os mais influentes, os mais populares. Isso seria óbvio. Precisam ter uma pitada agridoce, um pouco de melancolia, uma sombra de lâmina sobre a garganta. Uma expectativa de fim ou tragédia sempre pairando sobre a atmosfera destes pares, como se ali em frente fossem sofrer um súbito ataque alienígena e desaparecer no pó. São voláteis, explosivos e maravilhosos, como fogos coloridos no céu. Por tudo e por muito mais, dediquei a eles uma lista.

Rimbaud e Verlaine


A história de amor e ódio entre os poetas Arthur Rimbaud e Paul Verlaine era feita de poesia e pólvora. Já rendeu tese, peças, filmes e muito assunto literário.

Lota de Macedo Soares e Elizabeth Bishop

Lota era brasileira, Elizabeth, americana. Uma criava e construía, a outra escrevia poemas. As duas atravessaram juntas quase duas décadas em um Brasil repleto de preconceitos, até o suicídio de Lota, no início da década de 1970.

Lampião e Maria Bonita


O casal Bonnie & Clyde versão calanga, distribuiu tiros, colocou o sertão no mapa, tirou a mulher do fogão e virou filme e série de TV. Tudo isso, fora da lei.

Serge Gainsbourg e Jane Birkin

Ele era um feio que conquistava as mais lindas mulheres. Ela, a atriz britânica que fazia cenas de nudez. Os dois gravaram o clássico Je t’aime moi non plus (originalmente composta para Brigitte Bardot) e são pais de Charlotte, figurinha dos filmes de Lars Von Trier.

Frida Kahlo e Diego Rivera


Tintas, paixão e dor. Para ela, ele era “mais que sua própria pele”. Ele dizia que “estava tão feliz em ter Frida que aceitaria tudo”. E nada foi capaz de impedir o torturante elo amoroso que explodiu entre tantas cores.

F. Scott e Zelda Fitzgerald


Escritores talentosos, divertidos e bonitos, eram a representação do sonho americano nos loucos anos da década de 1920. Tinham tudo, mas isso não lhes garantiu nada.

Anaïs Nin e Henry Miller





Os dois escritores, os dois casados. O que não os impediu de serem, também, um casal dos mais produtivos. De brinde, ainda tiveram June, a mulher de Henry, que também curtia Anaïs.

John Lennon e Yoko Ono 

Longe de serem os modelos de beleza e perfeição, incomodaram muita gente, mas encontraram uma maneira intensa e particular de viver a fábula do amor inabalável. Inseparáveis desde o minuto em que se viram, até o dia em que a morte os separou.

Oscar Wilde e Bosie (Lorde Alfred Douglas)


Diz a lenda que Bosie inspirou O Retrato de Dorian Gray. Diz, também, que seu egoísmo e futilidade provocaram imenso sofrimento em Oscar. Quem se importa? Os dois entraram para a história da Literatura. Merecem um lugar na lista.

Tim Burton e Helena Bonham Carter


Ele é diretor, ela é atriz. Ela é musa e inspiração, com os imensos olhos melancólicos espiando a alma sombria dele. Fábula do gótico moderno.

Sua vez. Faça sua lista de casais foda na música, no cinema, na literatura, na vida.

  >> Sobre a autora:

Denise Ravizzoni, que entrará para a lista assim que encontrar o par.
 
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