Desde que Santon Mello leu Cheiro do Ralo em uma viagem de avião e ficou obcecado em levar para o cinema a história do bizarro e sádico proprietário de uma loja de compra e venda de objetos usados, as obras escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli têm despertado atenção de cineastas, críticos e do público, mesmo com o espaço dedicado em pouquíssimas salas de cinema e com os baixos orçamentos.
Com direção de Heitor Dahlia, Cheiro do Ralo foi lançado em 2007, custou R$ 315 mil, faturou mais de um milhão de reais e virou cult. A adaptação seguinte foi Natimorto -- Um Musical Silencioso, em 2009, com menos fôlego do que o antecessor e mais pontos fracos, talvez pelo próprio formato do livro, que adiciona a um já confuso personagem kafkiano uma narração onírica, com longas passagens que abandonam a prosa e caem em descrições estritamente poéticas. Em livro, funciona muito bem. Em filme, pede um efeito equivalente, mas pelas mãos de Paulo Machline, ora encontrou a veia, ora não.
A adaptação da vez é Quando Eu Era Vivo, do romance A Arte de Produzir Efeito Sem Causa. Com direção de Marco Dutra, elenco de Marat Descartes, Antonio Fagundes e Sandy. Novamente teremos Mutarelli envolvido, mas fora do roteiro, dessa vez apenas atuando.
>> Sobre o autor:
Com direção de Heitor Dahlia, Cheiro do Ralo foi lançado em 2007, custou R$ 315 mil, faturou mais de um milhão de reais e virou cult. A adaptação seguinte foi Natimorto -- Um Musical Silencioso, em 2009, com menos fôlego do que o antecessor e mais pontos fracos, talvez pelo próprio formato do livro, que adiciona a um já confuso personagem kafkiano uma narração onírica, com longas passagens que abandonam a prosa e caem em descrições estritamente poéticas. Em livro, funciona muito bem. Em filme, pede um efeito equivalente, mas pelas mãos de Paulo Machline, ora encontrou a veia, ora não.
A adaptação da vez é Quando Eu Era Vivo, do romance A Arte de Produzir Efeito Sem Causa. Com direção de Marco Dutra, elenco de Marat Descartes, Antonio Fagundes e Sandy. Novamente teremos Mutarelli envolvido, mas fora do roteiro, dessa vez apenas atuando.
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Fabricio Romano é editor do site, revisor e tradutor como ofício e voyeur da literatura alheia como carma. |



